O Dia Internacional para Acabar com a Fístula Obstétrica é celebrado anualmente em 23 de maio. Instituído pelas Nações Unidas, a data tem como objetivo aumentar a conscientização sobre a fístula obstétrica e mobilizar esforços globais para eliminar essa condição.
O que é a Fístula Obstétrica?
É uma perfuração no canal de parto (entre a vagina e a bexiga ou reto) causada por trabalho de parto prolongado e sem assistência médica adequada. Sem acesso à cesariana de emergência, o tecido da mulher é comprimido pela cabeça do bebê, morre e acaba criando um orifício.
Principais consequências:
- Incontinência total (urina ou fezes escapam constantemente pela vagina).
- Odor forte, levando ao isolamento social e familiar.
- Problemas psicológicos graves (depressão, ansiedade).
- Partos natimortos (na maioria dos casos, o bebê não sobrevive).
Por que isso ainda acontece?
A fístula é uma doença da pobreza e da desigualdade de gênero. Atinge quase exclusivamente meninas e mulheres jovens em países de baixa renda (África subsaariana, Ásia e algumas regiões da América Latina), onde:
- O casamento infantil e a gravidez precoce são comuns (corpo ainda não desenvolvido para o parto).
- Falta acesso a serviços de saúde materna e cesarianas.
- Mulheres não têm autonomia para buscar um hospital.
A boa notícia: tem cura!
- Cirurgia reparadora (custo médio entre US$ 300 a US$ 500) resolve a fístula simples em cerca de 90% dos casos.
- Organizações como UNFPA (Fundo de População da ONU) lideram campanhas globais de tratamento e prevenção.
O que o dia 23 de maio representa?
É um chamado para:
- Prevenir – garantindo atendimento obstétrico de emergência para todas.
- Tratar – financiando cirurgias para as milhares de mulheres que aguardam reparo.
- Acabar com o casamento infantil – fator de risco central.
- Restaurar a dignidade – reintegrando as mulheres curadas à sua comunidade.
Dados impactantes (UNFPA/OMS):
- Estima-se que mais de 2 milhões de jovens mulheres vivam com fístula não tratada no mundo.
- A cada ano, surgem entre 50.000 e 100.000 novos casos.
Lema da campanha global: “End Fistula” – um apelo para que nenhuma mulher sofra desnecessariamente com uma condição totalmente evitável e tratável.