27 de maio é o Dia Nacional da Mata Atlântica, data instituída para celebrar e conscientizar sobre a importância desse bioma, um dos mais biodiversos e ameaçados do mundo. A escolha remete ao dia em que, em 1560, o navegador português Pero Lopes de Souza registrou o termo “Serra da Paratiy” (atual Serra do Mar), porém, mais significativamente, associa-se à Carta de Pero Vaz de Caminha (datada de 1º de maio de 1500), que já descrevia a exuberância da Mata Atlântica.
A data oficial foi instituída pelo Decreto Federal nº 750/1993 (que também criou o Dia da Mata Atlântica). O bioma originalmente cobria 15% do território nacional, de Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, além do interior de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e parte de outros países. Hoje, resta menos de 12,4% da vegetação original (segundo a SOS Mata Atlântica/INPE), mas ainda abriga cerca de 70% da população brasileira e 50% das espécies ameaçadas do país.
A data reforça a urgência de restaurar fragmentos, combater desmatamento ilegal e proteger nascentes, manguezais e restingas. A Lei da Mata Atlântica (nº 11.428/2006) é o principal marco legal para seu uso sustentável. Neste dia, instituições promovem plantios de mudas nativas, trilhas interpretativas e campanhas educativas. A preservação desse bioma é essencial para a regulação hídrica, climática e cultural do Brasil.